Como proteger o site da sua empresa contra invasões: checklist prático
Atualizações, senhas, backup, SSL, firewall e quem cuida de tudo isso: o checklist para o site da sua empresa não virar alvo fácil.
Guilherme Nicoletti3 min de leitura
Hospedagem e e-mail
A maioria dos sites invadidos não foi alvo de um ataque pensado contra a empresa. Foi encontrada por robôs que varrem a internet atrás de sites desatualizados, senhas fracas e plugins com falhas conhecidas. Ou seja: não importa o tamanho da empresa. Site esquecido é alvo.
As consequências vão de um aviso de “site perigoso” no Google a páginas com propaganda falsa, e-mails da empresa caindo no spam e dados de clientes expostos. A boa notícia é que a prevenção é simples, desde que alguém cuide dela.
1. Atualizações em dia
WordPress, tema e plugins recebem correções de segurança com frequência. Um plugin desatualizado é a porta de entrada mais comum. O ideal é atualizar com backup antes e conferir o site depois, porque uma atualização também pode quebrar algo.
Plugins que não são usados devem ser removidos, não só desativados.
2. Senhas fortes e acessos individuais
cada pessoa com o próprio usuário, sem senha compartilhada;
senhas longas e únicas, guardadas num gerenciador de senhas;
autenticação em dois fatores no painel;
remover o acesso de quem saiu da empresa ou de fornecedores antigos;
evitar o usuário “admin”.
3. Backup automático, fora do servidor
Backup é o que transforma uma invasão de desastre em incômodo. Confira três coisas: de quanto em quanto tempo é feito, por quantos dias fica guardado e se fica num lugar separado do site. E teste de vez em quando se dá para restaurar.
Nos planos de hospedagem da Altvision, o backup é automático a cada 12 horas.
4. SSL e HTTPS em todas as páginas
O cadeado no navegador protege os dados enviados nos formulários. Sem ele, o navegador avisa que o site não é seguro, o que afasta o visitante e prejudica o Google.
5. Firewall e proteção contra força bruta
Um firewall de aplicação bloqueia acessos suspeitos e tentativas repetidas de login antes que cheguem ao site. Limitar tentativas de login e esconder informações técnicas do servidor também reduzem a exposição.
6. Formulários protegidos
Formulários sem proteção recebem spam e podem ser usados para ataques. Use proteção contra robôs, valide os dados no servidor e guarde apenas as informações necessárias, como pede a LGPD.
7. Monitoramento
Alguém precisa saber se o site saiu do ar ou mudou sem motivo antes que um cliente avise. Monitoramento de disponibilidade e de alterações em arquivos resolve isso.
Se o site já foi invadido
Troque todas as senhas: painel, hospedagem, banco de dados e e-mails.
Restaure um backup anterior à invasão.
Atualize tudo e remova plugins e usuários desconhecidos.
Descubra a porta de entrada, ou o problema volta.
Peça ao Google uma nova análise no Search Console, se houver aviso de segurança.
Quem deve cuidar disso
Segurança não é uma tarefa única, é rotina. Se ninguém na empresa tem tempo para isso, vale contratar um plano de suporte e manutenção que inclua atualizações com backup, monitoramento e correções. Sai muito mais barato que recuperar um site invadido.
Perguntas frequentes
Site pequeno também é invadido?
Sim. Os ataques são automáticos e procuram falhas, não empresas grandes.
Plugin de segurança resolve tudo?
Ajuda, mas não substitui atualizações, senhas fortes, backup e uma hospedagem bem configurada.
De quanto em quanto tempo atualizar?
Correções de segurança devem entrar assim que saem. As demais atualizações podem seguir uma rotina semanal ou quinzenal, sempre com backup antes.
O que é cada um, de quem deve ser, quanto custa, o que olhar num plano de hospedagem e como trocar de fornecedor sem derrubar o site nem perder e-mails.
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